Os filmes de 2017

Seguindo a mesma linha dos livros de 2017, como eu anoto tudo o que assisto no Letterboxd e depois exporto para o Bear, aproveitei e vou tentar transformar em tradição, também, essa história de criar uma retrospectiva anual de filmes e documentários. Portanto, lá vai a lista de 2017:

  1. Rogue One: A Star Wars Story (2016)
  2. La La Land (2016)
  3. Saving Private Ryan (1998)
  4. Sidewalls (2011)
  5. Dogville (2003)
  6. Amores Urbanos (2016)
  7. Me Bofore You (2016)
  8. Carol (2015)
  9. The Danish Girl (2015)
  10. Allied (2016)
  11. Elite Squad (2007)
  12. Elite Squad: The Enemy Within (2010)
  13. Doctor Strange (2016)
  14. Fantastic Beasts and Where to Find Them (2016)
  15. Colonia (2015)
  16. The Beautiful Days of Aranjuez (2016)
  17. You Will Meet a Tall Dark Stranger (2010)
  18. Manhattan Murder Mystery (1993)
  19. Trainspotting (1996)
  20. T2 Trainspotting (2017)
  21. Les Misérables (1998)
  22. The Immigrant (2013)
  23. 10 Things I Hate About You (1999)
  24. Angels & Demons (2009)
  25. The Godfather (1972)
  26. The Da Vinci Code (2006)
  27. The Squid and the Whale (2005)
  28. Frances Ha (2012)
  29. The Dreamers (2003)
  30. Inglourious Basterds (2009)
  31. mother! (2017)
  32. Kingdom of Heaven (2005)
  33. The Untouchables (1987)
  34. Aquarius (2016)
  35. Captain Phillips (2016)
  36. The Meyerowitz Stories (New and Selected) (2017)
  37. The Rewrite (2014)
  38. Aftermath (2017)
  39. Captain America: Civil War (2016)
  40. Gabeira (2017)
  41. Loving Vincent (2017)
  42. Star Wars: The Force Awakens (2015)
  43. Star Wars: Episode I – The Phantom Menace
  44. Star Wars: Episode II – Attack of the Clones
  45. Star Wars: The Last Jedi
  46. Star Wars: Episode III – Revenge of the Sith
  47. Star Wars: A New Hope
  48. Star Wars: The Empire Strikes Back
  49. Star Wars: Return of the Jedi
  50. Hacksaw Ridge
  51. Battle of the Sexes
  52. Dunkirk

Há três observações necessárias sobre o meu ano quanto ao cinema: a primeira é a de que, infelizmente, pela correria, optei bastante por repetecos e quase não fui ao cinema, sendo que, embora tenha começado o ano em uma sala do UCI, dos 52 títulos, apenas 7 não foram vistos no meu sofá ou na cama. São eles: Rogue One, La La Land, mother!, Aftermath e Star Wars: The Last Jedi. A segunda é que, de novo, por correria e preguiça, a lista pecou em filmes e documentários nacionais, ainda mais pelo fato de que assisti grande parte pelo iPad e não é tão fácil encontrar o trabalho dos brasileiros nele. Por fim, o fato de que destinei grande parte do meu tempo em séries e tentando começar e terminar Grey’s Anatomy – o que está longe de acontecer.

Agora eu quero saber: como foi o seu ano em questão de filmes? 🙂

Os livros de 2017

Como estamos em clima de retrospectiva, vou optar por uma tradição que tento realizar há anos, mas sempre fica no papel: a lista dos livros que li nesse ano. Portanto, lá vai a de 2017:

  1. Ana Karenina – Liev Tolstoi
  2. Alguns poemas e + alguns – Jorge Salomão
  3. Divina Comédia – Dante
  4. Dom Quixote – Cervantes
  5. A República – Platão
  6. A Política – Aristóteles
  7. Apologia de Sócrates – Platão
  8. O homem nu – Fernando Sabino
  9. O Cortiço – Aluísio Azevedo
  10. Os Sertões – Euclides da Cunha
  11. 10 Dias Que Abalaram O Mundo – John Reed
  12. Entendendo a Filosofia: Um guia ilustrado – Dave Robinson
  13. A Ilha – Fernando Morais
  14. Fedro – Platão
  15. O discurso do método – Descartes
  16. Odisseia – Homero
  17. Os Lusíadas – Camões
  18. Dialética do Esclarecimento – Adorno
  19. One Device – Brian Merchant
  20. Big Data for Dummies
  21. Data-Ism – Steve Lohr
  22. A anatomia de um desastre – Claudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira
  23. Everybody lies: what the internet can tell us about who we really are – Seth Stephens-Davidowitz
  24. Fahrenheit 451 – Ray Bradbury
  25. A identidade cultural na pós-modernidade – Stuart Hall
  26. Cidadania, Um Projeto em Construção – Org. André Botelho e Lilia Schwarcz
  27. Em nome dos pais – Matheus Leitão
  28. A Sociedade do Espetáculo – Guy Debord
  29. O Show do Eu – A Intimidade Como Espetáculo – Paula Sibilia
  30. Agenda Brasileira: Temas de Uma Sociedade Em Mudança – Org. André Botelho
  31. O Nome da Rosa – Umberto Eco
  32. A Moderna Tradição Brasileira – Renato Ortiz
  33. Cultura Brasileira e Identidade Nacional – Renato Ortiz
  34. Grande Sertão – Veredas – Guimarães Rosa
  35. Raízes do Brasil – Sérgio Buarque de Holanda
  36. Poemas de Álvaro de Campos – Fernando Pessoa

No total, foram 36 títulos lidos em 2017, podendo ir para 37, caso eu termine de ler mais um até dia 31.

Até que o ano foi produtivo. 🙂

Quais vocês leram?

2017

Geralmente, não opto por escrever retrospectivas. Os motivos são inúmeros, entre eles, o fato de que, acredito, a análise melhor fica para mim ou ao diário. Entretanto, 2017 foi um ano com muitas mudanças, surpresas e desafios. Se tem uma palavra que colocaria em voga seria “dificuldade”, mas é injusto, porque “superação” está na mesma sentença. Escolho um dos primeiros poemas que li no ano, ainda em 4 de janeiro, de Jorge Salomão, cujo trecho merece ser destacado:

tenho por princípios

nunca fechar portas

mas como mantê-las abertas

o tempo todo

se em certos dias o vento

quer derrubar tudo?

O poema está publicado no livro “Alguns poemas e alguns”, estreado nas retas finais de 2016 – evento, no qual, compareci –, e se chama “buraco negro”. Com certeza, estas linhas são conhecidas, afinal, Adriana Calcanhotto transformou-nas em música em um dos melhores álbuns dela, “A Fábrica do Poema”.

Elegi este trecho como primordial para a estrada que cruzei ao longo de 2017. Devo dizer que não foi fácil; mais por enfrentar o meu maior inimigo: eu mesmo. Foi um período de descoberta pessoal e até de quebra de preconceitos que eu sequer reconhecia a existência – infelizmente, outros ficaram para o ano que vem. Além disso tudo, lidei com patologias que o corpo humano ainda não é capaz de descartar com o estalar dos dedos. Mas, se não cheguei lá, pelo menos comecei.

Como todo ano que passa, erguemos partes de uma pessoa nova. Da minha filosofia pessoal, há de se imaginar que a cada virada no calendário, se inicia outra era se abre a esta encarnação. Entretanto, não se pode duvidar que, vez ou outra, entre duas primaveras, se não nos apresentamos como Aquiles, temos a força de Hércules para lutar. O ideal, nesse caso, seria o meio termo.

Talvez 2017 possa ser dividido em dois, até mesmo pela entonação dos tons aclamados por ele. O divisor de águas aconteceu em agosto. De lá pra cá, parece que não apenas o jeito em que eu levava este ano, mas, também, a vida e tudo em conjunto, mudou. Quando dei por mim, as coisas não eram as mesmas. E, claro, jamais serão.

Isto não quer dizer que foi um ano ruim, pelo contrário. Se em 2015 e 2016 eu questionava a falta de mudanças, 2017 trouxe isso. Além dos amigos e a família, que foram importantíssimos para ficar de pé, encarei novos desafios. Desde abril, de estagiário, virei editor, e a minha vida profissional começou a deslanchar. Com isto, observo que os meus desejos foram atendidos.

Por isso que, diferente dos anos anteriores, optei até por me contradizer nesse texto e não escolher palavra, texto ou poema algum que sirva de síntese para 2017. Apenas deixo o mistério no ar, igual a 2018, que mal começou e já tem desafios a serem enfrentados, com conquistas que eu nem sei mesmo quais são. Por isso, fico por aqui e me preparo para 2018. Afinal de contas, ninguém sabe o que tem para mim.

Um feliz natal para todos!

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