As estratégias dos ambulantes no Rio

Com a crise, o número de ambulantes nos transportes do Rio cresceu tanto, que eles passaram a vender até no metrô, o que nunca aconteceu. Desde então, isso tem sido uma crítica constante entre os passageiros, ainda mais nas linhas 1 e 4. Por isso, o Governo do Estado – ou a MetroRio, não lembro – baixou um decreto, proibindo a venda e, ainda por cima, dando poder aos seguranças para recolherem as mercadorias, caso algum vendedor fosse flagrado. O problema é que a ordem não tem nem muito tempo e já foi por água abaixo.

Além de, nesse período, eu quase não ter visto um segurança dentro das composições, os ambulantes já bolaram vários métodos para burlar. Um deles é colocar os produtos dentro de uma mochila, anunciar o que está vendendo, e só tirar ao ver que está tudo ok, nunca deixando amostra – nessa leva, alguns só retiram quando alguém compra. Porém, o suprassumo dessa estratégia não basta aí: quando o trem para em alguma estação, eles se encostam em algum lugar – tem gente até que senta – e passam a agir como se fossem passageiros, justamente para não serem descobertos. Vendo que não há segurança algum na estação ou no vagão, esperam o trem partir e voltam a vender normalmente.

Se tem uma coisa que eu não duvido do Rio de Janeiro é a criatividade do povo carioca em todos os sentidos. Sempre arranjamos um jeito alternativo para fazer as coisas, especialmente quando se trata de facilitar a vida. E, claro, esse é só mais um dos inúmeros exemplos.

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