Aos velhos tempos

Não era são o suficiente quando aconteceu, de fato, mas a aparição dos blogs mudou a minha vida. O que me lembro é de um episódio, acho que em 2007, quando eu e um amigo cismamos de inventar uma HQ de super herói, chamada “Butter Fly, A Manteiga Voadora”. Nossa ideia era desenhar as HQs, scannear, enviar para o nosso site, e voilà, o mundo veria o nosso invento. Entretanto, a ideia não durou dois meses.

Dez anos depois, percebo como isto me ajudou em muitas coisas. Em primeiro lugar, me fez ver o óbvio: mesmo com cerca de 12 anos de idade, a tecnologia era a minha verdadeira paixão. A segunda é que tenho algumas ideias extremamente idiotas às vezes, e por isso sou cronista. De qualquer maneira, se não fosse isso, jamais teria caminhado por terras perdidas do Google e dado de cara com o Blogger. Mais tarde, esse meu amigo encontrou o Weebly e tínhamos um site, não um blog transformado em um site. Mas a verdadeira emoção era: um domínio, mesmo sub de uma hospedagem, nosso. Para nós, algo incrível – hoje eu tenho três domínios no meu CPF, tendo que renová-los no mês que vem, paciência.

Só que, falando sério: não existindo este episódio, não saberia uma string de HTML, quanto mais escreveria direito. Tendo um blog pessoal um pouco depois disso, não demorei para perceber que muita gente tinha um para falar de tecnologia. Quando percebi que tinha uma galera ganhando para escrever sobre a Apple, fiquei louco. Logo corri atrás disso. Fundei mil projetos; nenhum deu certo.

Hoje, sou jornalista. Quer dizer, estudante, mas já pratico o ofício, então sou jornalista. E também sou um pouco nostálgico, porque passei da metade do ano passado até hoje pensando “quando vou lançar o meu blog pessoal, de novo?”.

Pois é, este dia, enfim, chegou, para o desalento de todos. E nos moldes antigos, evitando até aquela paparicação estética de minimalismo falso imposto pelo HTML5.

Bem, é isso. Este é o meu espaço independente do portfólio, independente das revistas, do que for. Onde posso falar o que quero, falar da minha vida, e se eu me permitir, não falar de política e economia.

O problema é: só quero ver se vou manter.

Eu duvido.

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