iPad

Publicado em 22 de maio de 2020, às 12:00 | Sem categoria

Me lembro do primeiro iPad. Quando a Apple anunciou, fiquei maravilhado. Ainda assim, me perguntava por que deveria comprar um. Na época, tive calorosas discussões sobre o assunto. Lembro-me de manter a mesma perguntas por dias: “qual é a utilidade disso?”. Evidentemente, não encontrei resposta.

Só comecei a entender o motivo do iPad alguns anos depois. Em primeiro lugar, porque o tablet recebeu um par de câmeras apenas na segunda geração. Em seguida, porque muitos aplicativos sequer estavam prontos para o gadget; na verdade, muitos desenvolvedores apelavam para lançamentos duplos: um app para iPhone e iPod touch e outro para iPad. Depois que ambos os problemas foram resolvidos, olhei para o dispositivo com mais carinho. Até comprar um, em 2017.

Devo confessar que o iPad me surpreende a cada dia. Quando comprei o tablet, tirei-o da caixa com iOS 11 e atualizei para o beta do iOS 12. De lá para cá, muita coisa aconteceu. A Apple liberou atualizações importantíssimas para o tablet, ao ponto de aproxima-lo de um computador, em alguns casos. Não à toa, escrevi alguns artigos científicos com o gadget, no mesmo ano.

Com o iOS 13, o tablet ganhou outro patamar. Até o nome do sistema mudou: iPadOS. A primeira surpresa foi a possibilidade de utilizar mouse no tablet. Claro, ainda não era muita coisa, mas abriu portas para outras possibilidades. Não à toa, as gerações atuais possuem cases com teclado e touchpad.

Agora, parece que há toda uma atenção pelo tablet. Fico surpreso e gosto muito disso. Pois o iPad chegou a uma maturidade ímpar, ao ponto de eu deixar meu computador desligado quando estou de folga, mesmo quando preciso escrever algo ou fazer reuniões com meu grupo de pesquisa.

Por isso, me pergunto: e se eu tivesse um iPad Pro?

Cartas para a redação.

Rio de Janeiro, 21 de maio de 2020

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